Abrahão Crispim: O Povo nem sempre tem razão - DE OLHO NA MÍDIA

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Abrahão Crispim: O Povo nem sempre tem razão

19 dezembro 2013

/ DE OLHO NA MÍDIA
“O que mais se houve” em uma reunião de amigos ou em suas rodinhas de bate-papo no trabalho, na escola, no bar, etc., é aquela velha e tradicional cobrança ao nosso poder judiciário, quando se afirma que a justiça não toma nenhuma providência para coibir os maus administradores públicos, que ao terminarem os seus mandatos já são detentores de um patrimônio invejável. Que chega a somar milhões de reais, sem terem recebido heranças, nem terem sido sorteados na mega-sena.

Muitos deles fazem esses patrimônios com arte e chegam a dizer que os tribunais só querem saber de papel, se os papéis estiverem certos, o resto também está, outros sem nenhuma arte, apostando na impunidade, ou em seus amigos e contatos influentes. Observem atentamente que para formarem estas volumosas riquezas, eles perdem a vergonha, a dignidade, o respeito pelo ser humano e o espírito cristão.

Pois tudo isso causam: falta de saneamento básico, ficando o povo sem esgoto, com lixo, doenças, falta merenda nas escolas, com as crianças voltando para casa com fome e sem saber se em casa tem alimentos, além da falta de médicos, medicamentos, ambulâncias, para as pessoas carentes, que chegam a morrer por falta de assistência médica ou prestada de forma deficitária, etc.

No entanto, esses serem abomináveis continuam cada vez mais ricos e mais saudáveis, enquanto a população continua com menos emprego, com menos saúde, com menos cultura e com mais fome. Sabe-se que a justiça tem sua grande parcela de culpa, por não se modernizar e continuar com sua morosidade. Às vezes causadas pelas inércias de seus agentes, pelas omissões e até conivências de alguns, sem se falar nos inúmeros recursos que possui o direito brasileiro para retardar, ou até levar os infratores a impunidades, que segundo determinados juristas, existem ações que cabem em torno de 50 peças recursais.

Mas o povo esquece de um simples detalhe, que é de grande importância; "esses seres abomináveis conhecidos por corruptos, terminam seus mandatos, no entanto, sempre querem retornar ao poder". É nessa hora que se deve esquecer da justiça e de suas deficiências, agindo com pulso forte, não votando nesses ricos e saudáveis corruptos, até fazendo campanha contra eles, impedindo que cause mais sofrimento e dor a este povo tão sacrificado por estas deploráveis administrações.

Se assim não proceder, a culpa não é só da justiça que não usou a sua força e poder para detê-los, mas também do povo, que trouxe de volta esse grande mal, para a administração pública. "Logo posso afirma com certeza, que quando esses péssimos administradores se perpetuam no poder, nós também somos culpados". Por: Jornalista Abrahão Crispim Filho

 
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