Exclusiva: As Bofinhas falam do seu mais novo Vídeo Clip - DE OLHO NA MÍDIA

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Exclusiva: As Bofinhas falam do seu mais novo Vídeo Clip

20 março 2014

/ DE OLHO NA MÍDIA
No ano passado o De Olho Na Mídia entrevistou As Bofinhas. Na época a dupla estava começando, e agora pouco mais de um ano, elas param para um bate papo conosco, sobre a música nova de trabalho, intitulada “Surra de língua”, e sobre as perspectivas de futuro.

Quero começar a entrevista, agradecendo vocês por aceitarem o convite, parece que estão fazendo muitos shows. Está faltando tempo para dar entrevistas?

Aline – Agradecemos o convite mais uma vez, você sabe que é um prazer ser entrevistada pelo seu portal.

Duda – Aliás, quero falar que o De Olho Na Mídia abriu muitas portas para nós, foi através daqui, que outros portais vieram falar com a gente e eu fico muito grata por isso.

De certa forma sim, estávamos sem tempo, mas estávamos preparando um trabalho para vocês.

O tema da dupla sempre foi o gls, mas nessa nova música vocês usaram um tema complexo, que é a agressão sofrida por mulheres. Fale um pouco sobre isso.

Duda – Bom, a ideia de se usar um tema tão forte como agressão, é por conta da quantidade de mulheres que vieram falar com a gente a respeito disso. Você sabe que na página do facebook muitas mulheres citam esse problema, falam que deixaram muitas vezes seus maridos, para viver com outra mulher, exatamente por causa da agressão que vinham sofrendo. Ao longo desses últimos meses, recebemos inúmeros e-mails, mensagens, falando sobre o assunto, e até pedindo uma música sobre o tema. É interessante, porque as pessoas sugerem os temas também. De certa forma, elas são coautoras das músicas.

Aline – Procuramos sempre estar focadas naquilo que o público deseja e quer ouvir, acho que fazemos música para os outros, então o mínimo de respeito pelos nossos fãs, é escrever e cantar apenas aquilo que elas desejam ouvir.

Na música vocês falam que a lei é uma tremenda 171, fazendo uma menção ao código civil que virou um bordão para tudo aquilo que não presta ou não funciona. Como assim, o que não funciona nessa lei?

Duda – A lei Maria da Penha foi criada para proteger a mulher das agressões cometidas por maridos cafajestes. Mas assim como uma faixa do semáforo ou sinal de rua, que apenas funciona quando os carros estão parados, a lei faz a mesma coisa. Na teoria ela funciona, expulsando o marido de casa, proibindo ele de se aproximar por alguns metros, mas na prática não é isso que vem acontecendo.

Aline – O que a Duda quer dizer, é que não adianta a mulher ir até uma delegacia registrar boletim de ocorrência, o juiz determina o afastamento desse homem agressor, mas ele pode voltar, e mata-la numa boa. A lei obriga o individuo a se afastar, mas, não protege a mulher em sua totalidade.

Cadê abrigo para mulheres vitima de homens assim? Não temos.

O juiz obriga o canalha a sair de casa agora, e ele volta armado daqui umas horas para matar a mulher que um dia ele amou, se é que ele amou. Por isso a lei é um paliativo, entendemos assim. 

Como está sendo a repercussão de vocês desde que nos falamos pela primeira vez?

Duda – Olha cara, as coisas estão acontecendo da forma que desejamos, estamos felizes porque estamos ajudando muitas meninas.

Aline – Elas estão ficando com mais coragem de se assumirem, isso é ótimo para nós. Fico feliz por poder ajudar de alguma forma.

Outro dia alguém fez uma crítica em um vídeo de vocês, dizendo que a dupla não era tão famosa assim, porque os acessos no YouTube não chegavam a um milhão de visualizações. Qual a opinião de vocês sobre isso?

Duda – Em tempos de internet ficou fácil fazer música, pela democracia que se tem nas redes sociais. Mas por outro lado também ficou fácil mentir, e criar uma falsa imagem daquilo que não se tem. Nós temos um público fiel e qualificado que é o público gls, fazemos músicas para eles, apesar de que muitos héteros visitam nossos shows, principalmente por causa da mulherada que vai. Risos...

Aline – Mas... Complementando a resposta da Duda, isso não nos abala, eu sei que famosos da música mundial internet afora, compram visualizações e público. Tem cantor que lança um sucesso agora, e três ou quatro horas depois, a música já tem 10 ou 20 milhões de acessos. Isso não existe de forma orgânica, é obvio que eles compram. No nosso caso não, as pessoas assistem porque gosta, visita a página porque gosta e vai ao nosso show porque gosta. Estamos felizes com tudo que está acontecendo.

A TV Globo sempre foi uma emissora focada na família brasileira, mas de uns tempos para cá, eles estão inserindo em suas novelas personagens gays. Que o diga o famoso Félix, que fez um grande sucesso em “Amor à Vida”. Agora, na nova novela das nove, parece que vai ter duas personagens que vão se apaixonar. O preconceito está acabando, o que vocês acham disso, e até onde isso ajuda a carreira de vocês?

Duda – O público gay é fiel em tudo que faz, eu não acho que eles estão deixando a família brasileira, até porque qual é o conceito de família hoje em dia?!

Em minha opinião e na opinião de muita gente, até porque não é pouca, família é duas ou mais pessoas que se amam e vivem felizes, simples assim.

O que a TV Globo está fazendo, é um reconhecimento sobre um público, que estava esquecido e sumido lá no fundo do baú. A emissora reconheceu que esse público tem um poder de aquisição 30% a mais que o público hétero. Eu acho que a Globo pensa em tudo, e principalmente em business, então deixar um público fiel que compra produtos e serviços jogando no canto da sala não era legal, e eles resolveram resgata-los trazendo para o horário nobre.

Aline – O preconceito não vai acabar nunca, independente da época que estivermos, mas o simples fato de sermos reconhecidas, já é o bastante.

As emissoras de televisão estão integrando aos poucos em sua programação, o assunto gls, e isso serve para dar informação correta sobre quem somos. Muitas vezes as pessoas são preconceituosas por pura falta de informação.

Duda – Com personagens gays no ar, fica mais fácil passar nossa mensagem, seja ela qual for, e como for. Eu fico feliz por ver que a maior emissora do país, e uma das maiores do mundo, está enxergando aquilo que existiu durante toda a vida. 

Vocês acham que um personagem gay pode influenciar as crianças?

Aline – Em primeiro lugar novela das nove não é para crianças, esse é o primeiro ponto.

Em segundo lugar acho que não, ser gay não é como usar a calça do amigo, ou pegar a sunga do irmão emprestada, acho que é algo apenas seu e já nasce em sua individualidade.

Não sou a favor do esculacho, da falta de respeito, da exposição desnecessária.

Duda – Eu acredito que tudo é uma questão de cultura.

Veja o exemplo da maconha, eu não sou a favor da maconha, não acho legal que as pessoas usem para sair de seu eu, e entrar numa neurose de inexistência, mas fala-se muito mal da maconha, enquanto o cigarro mata cerca de 6 milhões pessoas por ano em todo mundo. E ai, as pessoas acham normal fumar cigarro, porque elas vivenciam essa cultura.

É como os personagens gays, muita gente fala mal, disse que é a escoria da sociedade, que isso vem contra os princípios da família brasileira, mas ninguém fala do jornalismo sangrento que invade os principais telejornais do Brasil, todo mundo acha normal. Então eu acredito ser uma questão de cultura e falta de informação apenas.

Em 23 de Janeiro o colunista do jornal “O Sul” Adroaldo Streck, publicou em sua coluna, uma matéria sobre a novela que acabou, “Amor à Avida”. Ele fez duras críticas contra a TV Globo, pela exposição dos homossexuais.

“A Rede Globo de televisão está terminando uma novela com a maior quilometragem de homossexuais por metro quadrado. Repito. Não tenho nada contra o homossexualismo. Uma doença que sempre existiu desde que o mundo é mundo. O que não me parece pertinente é como uma poderosa rede de TV insiste no tema. Está querendo "homossexualizar" o país na marra?" Concluiu o colunista.

Qual a opinião de vocês sobre isso, o colunista foi preconceituoso?

Duda – Olha, é lamentável ler isso de alguém que se diz um colunista. Não que ele não tenha que dar sua opinião, mas a gente percebe no comentário o preconceito, e o seu interesse pessoal, quando ele diz que é uma doença que sempre existiu. Não vamos ficar aqui provando o que existiu ou que o deixa de existir, mas eu acho simplesmente abominável o que esse cidadão falou sobre os gays.

Aline – É de tamanha ignorância e arrogância, que nem vou comentar muito, até porque ninguém vai transformar a sociedade em gay. A novela é para um público já crescido, que já tem uma formação e já sabe o que se quer ou deseja. O jovem pode não saber a profissão que quer seguir, mas ele já sabe o que quer ser na cama com outra pessoa. Então nota zero para você Adroaldo.

Quero agradecer a entrevista...

Duda – Nos que agradecemos ao De Olho Na Mídia, em especial ao jornalista Geo D`Anjos, pela oportunidade mais uma vez.

Aline – Obrigada pela oportunidade e sucesso para todos nós. Continue acompanhando nossas redes sociais que sempre têm novidades para vocês.

 

Veja o vídeo Surra de Língua - As Bofinhas




 
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