O espírito de um bom político - DE OLHO NA MÍDIA

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O espírito de um bom político

27 agosto 2014

/ DE OLHO NA MÍDIA
 

Na política, de nada vale uma boa proposta ou uma excelente ideia se você não é capaz de convencer e se organizar com outras pessoas, outros grupos, outros partidos. O espírito de um bom político é aquele que agrega, aproxima. Um bom político sabe tecer e costurar laços, não em torno de si, mas em torno de um projeto, de uma ideia. Desconfio sempre dos discursos moralistas em qualquer área, mas ele é especialmente nocivo na política, porque enfraquece os laços necessários a uma política de qualidade. O discurso moralista define, a priori, o bem e o mal e se vale de uma matemática muito simples, mas também muito perigosa.


Para os moralistas, basta que eliminemos o que é imoral, ou seja, os imorais, para que o mundo seja um paraíso perfeito. O discurso inicial de Hitler era o de moralizar a sociedade alemã, ate que convenceu a todos quem seriam os imorais a serem eliminados, no caso, os judeus. Sendo assim, para os extremamente higiênicos e que ficam com muito nojinho das coligações e acordos partidários que já se iniciaram e vão se construir ao longo dessas eleições eu recomendo: melhor o risco das contaminações resultantes dessas tentativas de acordos e costuras possíveis, do que acreditar na ideia de que possamos fazer uma política limpinha e cheirosa varrendo para fora aqueles que definirmos como sendo os imorais.


Melhor fazer política pela via da ética do que pela via da moral e pela via da ética ninguém tem o direito ou o poder de definir quem é o bem e quem é o mal. Pela via da ética só é impossível negociar com o que esta fora da lei.


Texto por: Abrahão Crispim Filho

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