O povo é burro? - DE OLHO NA MÍDIA

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O povo é burro?

23 setembro 2014

/ DE OLHO NA MÍDIA




Pelo contrário, a opção pelo pentecostalismo (embora muito complexa) tem vários aspectos racionais e pouco teológicos. 


 

No Brasil, a rede de bem estar social é pequena e quanto mais pobre mais abandonado o cidadão se sente. Se ele for migrante, com poucos vínculos sociais, sua sensação de abandono é ainda maior.  A violência (inclusive por parte do Estado) aumenta ainda mais essa sensação de abandono. 

 

A Igreja Católica há muito tempo deixou de cumprir um papel de acolhimento, especialmente das camadas mais pobres. O padre é, cada vez mais, uma figura distante. 


Numa igreja evangélica, especialmente pentecostal, você encontra alguém sempre disposto a ouvir seus problemas. E muitas vezes as pessoas querem apenas ser ouvidas. Essa pessoa tambem tem sempre uma explicação de fácil compreensão para lhe oferecer (e, num mundo hiper complexo, explicações simples são sempre uma bênção). Essa pessoa (o pastor, por exemplo) lhe oferece uma teologia onde Deus está sempre disposto a recompensar o bom fiel. Faça a tua parte e serás recompensado.


Mas, não se fica apenas na conversa (por mais importante que ela seja). O marido para de beber e já não agride mais as pessoas em casa. Sem ir para a farra, o dinheiro fica menos apertado. Ao usar terno, aumenta-se o respeito próprio e da comunidade. Eventualmente, um "irmão" lhe arrumará um emprego.


Ou seja, a escolha pelo pentecostalismo (embora não seja apenas) tem também aspectos objetivos e racionais. E a retribuição do dízimo pode fazer sentido.


Por: Abrahão Cripim Filho

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