A BATALHA DE ARGEL: mostrou a luta pela independência da Argélia - DE OLHO NA MÍDIA

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A BATALHA DE ARGEL: mostrou a luta pela independência da Argélia

25 janeiro 2015

/ DE OLHO NA MÍDIA


Por: Abrahão Crispim Filho


Gille Pontecorvo, em 1966, fez o roteiro e dirigiu o filme a A BATALHA DE ARGEL, um dos clássicos do cinema. Mostrou a luta pela independência da Argélia, na verdade Algéria. A luta revolucionária era violenta de ambas as partes, mas o motivo diverso. Uns buscavam a independência do seu país, colônia francesa e outros manter a colônia.


Os franceses se valiam de torturas, assassinatos, estupros de mulheres, degolavam rebeldes argelinos e exibiam as cabeças publicamente. Charles De Gaulle, assumiu o governo da França em 1958 diante de uma crise política, militar e econômica, com o propósito de manter a colônia. Mudou de idéia diante da percepção que o custo da guerra seria imenso, a França pagaria um preço alto, já havia sido derrotada na Indochina e um tratado de independência foi assinado em Evian.


De Gaulle sufocou o movimento contrário e em 11 de março mandou executar Jean Bastien Thiry, militar, último francês condenado a morte e sentença cumprida. George Bidault, líder da extrema-direita e integrante do Exército Secreto que se opunha a independência da Algéria, fugiu para o Brasil, onde pediu e conseguiu asilo.


A crueldade de franceses não amainou nem com a ocupação nazista. Para pacificar o país foi necessário que De Gaulle se impusesse quase como ditador. Ao final de seus discursos dizia - JE SUIS LE FRANCE. E uma lei que fez aprovar mudou o LA FRANCE, por LE FRANCE, pois segundo ele a França era masculina. A operação de hoje da policia francesa foi para executar os dois invasores e assassinos de chargistas do CHARLIE HEBDO. Mortos não falam.


São integrantes do Exército Islâmico, organização de fanáticos recrutados pelos EUA e Israel, para derrubar o governo de Bashar Al Assad e deu no que deu. O Estado Islâmico. Foram treinados pela CIA e pela MOSSAD. Um dos dois irmãos aparece em foto anterior ao lado de agentes da MOSSAD. O método dos execução de jornalistas é típico dessas organizações. Foram quase 90 mil policiais contra quatro pessoas. Ação planejada, execução decidida, mesmo num governo de um banana como Hollandé.


A história engolida e a versão dos eternos colonizadores. Que pouco depois da independência da Algéria compraram o exército e derrubaram o governo de Mohamed Ben Bella, principal figura da luta pela independência e socialista. À época a seleção brasileira de futebol foi jogar em Argel, numa colaboração com o novo governo e a pedido de De Gaulle.


E num campo de terra. Dois pobres coitados assassinaram jornalistas do CHARLIE HEBDO e quase 90 mil homens silenciaram quatro pessoas para que a história não seja descoberta, se encerre aí, na versão oficial e naquela transmitida histericamente pela mídia sionista como se fosse a verdade, a oficial.

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