Cadê a Segurança: eles estão roubando e matando taxista em Aracaju SE - DE OLHO NA MÍDIA - Site oficial

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Cadê a Segurança: eles estão roubando e matando taxista em Aracaju SE

27 fevereiro 2015

/ DE OLHO NA MÍDIA
 

O ano de 2015 está só começando e infelizmente, o cenário não é dos melhores. Tanto na economia quanto em tantos outros setores essenciais para os cidadãos, tanto o governo federal quanto os governos estaduais e municipais estão deixando os brasileiros na mão em vários sentidos: educação, justiça, saúde, e segurança; Este último item merece atenção especial, considerando que está havendo uma inversão de valores causada por situações em que o cidadão fica completamente desprotegido, inclusive durante o expediente de trabalho.


Foi o caso do taxista Carlos Augusto de Almeida, que foi encontrado morto na manhã do dia 24 de fevereiro deste ano. Familiares e amigos falaram com a imprensa demonstrando não só sua tristeza, mas também indignação com a falta de cuidado com os trabalhadores do país. O filho do taxista revelou algumas das últimas palavras do pai de maneira emocionada, inconformado com o acontecido. Tanto os familiares quanto os colegas de trabalho (Carlos também trabalhava no Ministério da Saúde de Aracaju) falaram sobre como Carlos era uma pessoa incrível, e não entendem o que poderia ter motivado o crime.




[caption id="attachment_4771" align="alignleft" width="283"]Carlos Augusto de Almeida / Foto divulgação Carlos Augusto de Almeida / Foto divulgação[/caption]

Não existem justificativas que possam amenizar o sentimento dos amigos e familiares da vitima da falta de organização e cuidado com o próprio povo brasileiro, por parte das prefeituras e demais órgãos responsáveis por viabilizar o bem-estar e condições mínimas de uma vida condizente com o trabalho, a família, e tantos outros valores que são importantes a qualquer pessoa. A segurança é, portanto, um dos temas dos quais os brasileiros mais possuem queixas. Dificilmente será possível encontrar um brasileiro que já não tenha sido vítima de algum tipo de violência, em seus mais variados níveis, ela está presente em todas as cidades do país, diariamente, com números cada vez mais crescentes.


A cada período que passa, mais os brasileiros, como Carlos Augusto de Almeida, sofrem com o descaso com o qual o cidadão é tratado. Infelizmente, não é a primeira vez que um taxista sofre com esse tipo de violência, que geralmente termina em tragédia. Por se tratar de um trabalho que exige jornadas de trabalho em horários não tradicionais, e que não oferece segurança pessoal, muitos taxistas já tem histórias para contar sobre assaltantes que, disfarçados de passageiros, cometem crimes como o próprio homicídio por algumas notas de dinheiro. A união dos taxistas tanto em Aracaju, no Sergipe, quanto em várias outras cidades do país discute possíveis soluções, que infelizmente, devem ser tomadas a partir dos próprios taxistas, sem o apoio de quem os deveria apoiar. Apesar de todos os taxistas e cidadãos brasileiros em geral pagarem seus impostos mensalmente – o que deveria garantir a qualidade do serviço de segurança pública – classes trabalhadoras acabam tendo que agir por conta própria para garantir algo tão básico na vida de qualquer pessoa: a segurança.


Assim está sendo com a greve dos caminhoneiros, com os protestos de estudantes que estão sem aula em várias cidades do país, de cidadãos que também protestam contra as taxas abusivas dos impostos já no início do ano, e tantas outras situações que deixam o brasileiro totalmente impotente frente à decisão de como agir em relação à falta de segurança e falta de tantos outros direitos aos quais todos têm.


Carlos Augusto de Almeida deixou um legado para seus filhos: além de valores e amor de uma vida toda, a lição de que neste país, é necessário se preparar para uma realidade bem diferente da que foi apresentada durante as propagandas eleitorais do último ano.


Da redação por: Geo D`Anjos

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