Seleção alemã: o fatídico sete a um que a seleção alemã aplicou ao Brasil - DE OLHO NA MÍDIA

Responsive Ad Slot

 

Seleção alemã: o fatídico sete a um que a seleção alemã aplicou ao Brasil

15 julho 2015

/ DE OLHO NA MÍDIA
 

Hoje se relembra o fatídico sete a um que a seleção alemã aplicou ao Brasil. As análises são muitas, as versões são várias. Não vou deixar de dar o meu pitaco e garanto, fundamentado. À véspera do jogo Luís Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira conversaram sobre a melhor forma de jogar contra a Alemanha, já que os brasileiros não poderiam contar com Neymar. Parreira, um dos maiores conhecedores de futebol em todo o mundo, ético, lúcido, já mostrara sinais de descontentamento e os passara a Felipão, com a forma de Neymar jogar.


Entendia que o baixo rendimento de Fred se devia ao individualismo de Neymar, buscando mostrar seu futebol e também se preservar para os milhões do Barcelona. Dono da bola, queria resolver tudo sozinho. Na conversa dos dois, véspera do jogo, Parreira defendeu que o Brasil jogasse mais fechado, tocando a bola e à base de contra ataques. A despeito das críticas a Neymar, entendia que a ausência do jogador, que reconhece ser um craque, era uma preocupação a menos para os alemães e achava que nossa defesa claudicava em muitos lances. Felipão pensava o contrário. Ao final da conversa, Carlos Alberto Parreira foi claro. "o técnico é você, estou dando meu ponto de vista". E na manhã do jogo, Parreira desceu até a portaria do hotel e assentou-se, sozinho, num banco às portas do hotel e sozinho ficou lá, por mais de uma hora, justo o momento que Felipão conversava com os jogadores fazendo os "acertos" finais.




[caption id="attachment_6716" align="alignleft" width="300"]Foto: Divulgação Foto: Divulgação[/caption]

Não quis criar constrangimentos ao técnico, pois sempre falou também, em preleções antes dos jogos. No intervalo do primeiro para o segundo tempo, um branco bateu em Felipão e foi Parreira que mais falou e socorreu o técnico, armando o time de um jeito tal, que não perdêssemos de dez, pois, por mais que os alemães não quisessem humilhar o Brasil, como estava, fariam os gols que quisessem. Hoje, um apresentador esportivo da GLOBO foi claro - "Parreira é o único da comissão técnica que dá a cara a tapa".


E o campeão do mundo de 1994, Ricardo Rocha, campeão honorário, digamos assim, estava contundido, dias antes já havia dito que, como jogador, jamais conheceu um técnico como Parreira. "Treinava tudo a exaustão. Explicava cada passo e posição a ser ocupada pela seleção campeã de 1994. Foi por isso, inclusive, as críticas que sofreu, que com elegância, sem arroubos, mas com firmeza, ao término da partida com a Itália, declarou - it's may way".


Por: Abrahão Crispim Filho


© Todos os direitos reservados 2009 - 2020 - D`Anjos Web Service - DE OLHO NA MÍDIA