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Ronaldo Gomes de Oliveira SIMPLESMENTE CAÃ

12 maio 2016

/ DE OLHO NA MÍDIA

© Fornecido por Mário Britto


Sempre desejei ter um circo de Caã, de repente ganho este do artista com essa carinhosa dedicatória "À Mario Britto, este que tem como causa a arte". Muito grato Caã, artista que tanto nos honra.




[caption id="attachment_12196" align="aligncenter" width="800"]um circo © Fornecida por Caã[/caption]

Ronaldo Gomes de Oliveira, simplesmente Caã, nasceu em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, no dia 05 de julho de 1953. Em 1960, ainda criança, na companhia dos pais, Dona Núbia e José Inácio, o nosso J. Inácio ou, então, o “Dom Quixote das Bananeiras”, como o próprio o chamava, e dos irmãos Roberto e Railda, mudou-se para Salvador. Diante da mudança, permaneceu, no Rio de Janeiro, a irmã mais velha, Belizan. Nesse mesmo ano, nasceu a irmã mais nova, Ruth.


Em 1961, novamente, transferiu-se com a sua família para Salgado, Estado de Sergipe e, finalmente, em 1962, fixou residência em Aracaju. Em 1968, é golpeado pela perda de sua mãe, ficando o pai J. Inácio, com a ajuda do irmão, o Padre Pedro, com a árdua missão de manter, criar e educar toda a família.


A adolescência culminou com as mudanças de paradigmas dos anos sessenta, e já no início da década seguinte, contra a vontade do pai, que não queria vê-lo artista, foi morar sozinho na Atalaia Nova e lá se tornou Caã, nome por ele adotado em homenagem a tribo dos Caãs, indígenas que tinham como lema - a devoção à liberdade e o culto à natureza.


Definitivamente, Caã nasceu com sangue de artista pulsando nas veias; a partir desta vivência-experiência na Atalaia Nova, é que ele inicia a sua brilhante carreira, sendo, hoje, um dos mais talentosos representantes das artes visuais de sua geração. Assim, se por um lado Caã não contou com o apoio do seu pai para tornar-se pintor, encontrou nos artistas plásticos Raimundo Vieira e Eurico Luiz, o imprescindível apoio para desenvolver a sua vocação.


Autodidata, desde muito cedo, Caã gostava de desenhar e pintar. Adorava observar o pai pintando, daí a marcante e importante influência dele em seu trabalho, de quem herdou o talento e de quem pegava “escondido” as tintas para fazer os seus primeiros quadros. Como consequência, a criatura fez-se criadora e possuidora de estilo próprio, muito embora em seu trabalho, sem nenhum demérito, percebe-se a mesma luminosidade que o pai-mestre J. Inácio transmitia nas telas por ele pintadas.


No apuro de sua técnica recebeu, também, forte influência dos impressionistas, a exemplo de Paul Cezánne e Van Gogh. Caã é um artista multifacetado, além de seu desenho peculiar, desprovido intencionalmente de regras anatômicas, adotou técnica diferenciada ao utilizar “óleo sobre estopa”, dando a sua arte uma textura muito própria e inédita.


O estilo é diversificado, pinta de tudo, em especial as paisagens de sua Ribeira, local que o encanta e o inspira para fazer as suas provocantes “caboclas”, ora louras, ora morenas, ora pardas, mas todas graciosas e sensuais, trajando os seus curtos e esvoaçantes vestidos.


A sua arte dispensa assinatura, sua inconfundível pincelada forte, solta e luminosa dialoga com o observador e o denuncia ao primeiro olhar, revelando-nos a identidade e a personalidade do artista. De temperamento tímido, por natureza, esconde-se na sua vasta cabeleira, já grisalha, um sorriso cerrado de um menino maroto, de vida simples, mas dignamente preenchida pela seu trabalho.


Como colecionador-amante das artes, orgulho-me de possuir em minha modesta coleção, um emocionante quadro denominado “O Gladiador das Tintas”, no qual Caã retratou o seu pai, o eterno J. Inácio, em um bananal com pincel em riste, em um gesto heróico e desafiador, como se todos nós fôssemos alvo e, de uma certa forma, somos, de suas pinceladas, de sua inquietude e de sua irreverência.


Com mais de trinta anos de carreira, encontramos em sua iconografia, além de suas belíssimas paisagens regionais, como a apresentada na capa da Revista, em sua 9ª edição; cenas e costumes do interior Nordestino; personagens folclóricos, dando-se destaque aos circenses, dentre tantos outros temas.


Em Aracaju, desde 1973, Caã vem expondo sistematicamente, destacando-se as exposições individuais realizadas na Galeria Álvaro Santos em: 1975, 1976, 1977, 1979, 1981, 1982, 1985 e 1989, a última em parceria com o amigo Zeus, e as coletivas ocorridas em 1973, 1974, 1976, 1977, 1978, 1983, 1984 e 1985. Com o pai, o mestre J. Inácio, expuseram juntos em 1984, na Galeria Álvaro Santos; em 1985, na Caixa Econômica Federal e, em 2002, no Hall do Centro Administrativo do Banese.


Em Sergipe, fez, ainda, as seguintes exposições individuais: na Galeria Galeu, em 1974; no Centro de Turismo de Aracaju, em 1978; no Foyer da Biblioteca Epifhânio Dórea, em 1981; na Galeria Jordão de Oliveira, em 1983, no Espaço de Arte, em 1993, no Shopping Riomar, em 2004, e na Procuradoria Geral do Estado em 2010.


Protagonista do movimento de renovação das artes visuais em Sergipe, Caã, também, esteve presente, dentre outras, nas seguintes coletivas: em 1973, na Aliança Francesa/Se; em 1974: na Escola de Arte Eurico Luiz; em 1975: na Galeria São Roque e na Galeria Kennedy, ambas em Salvador/Ba; em 1975 e 1978: na Galeria Horácio Hora/Se, em 1976: no Festival do Cinema Amador e na Galeria da UFBA; em 1978: nas Galerias Rodrigues/Pe e Canizares/Ba e, ainda, no Foyer do Teatro Castro Alves/Ba; em 1979: na Galeria Rodrigues/Pe e na Galeria Eucatexpo/Ba; em 1981: na Coletiva Artistas Sergipanos no Campus da UFS e na inauguração da Galeria J. Inácio; em 1982: no Salão de Arte José de Dome; em 1983: na Feira de Arte do Ibirapuera/Sp e na Coletiva Permanente do Galeria J. Inácio.


Cãa participou, ainda, do II – FASC – Festival de Artes de São Cristóvão, ocorrido em 1973, bem como de outras edições desse importante encontro cultural de nosso Estado.


Com a obra “Moleque Safado”, óleo sobre tela, representou o Estado de Sergipe na mostra Artistas Brasileiros 2009, promovida anualmente pelo Senado Federal.


Seus trabalhos, sempre de cores vibrantes e traço forte se encontram espalhados por todo o Brasil, sobretudo os encontramos nos lares sergipanos e no coração de nossa gente.


Aos 58 anos, vive com a companheira Lisandra, que o acompanha nos eventos culturais da cidade. É pai de Igo, já iniciado nas artes plásticas, de Isat e de Iure. Caã, também, é particular por viver de sua arte, de forma modesta, é verdade!!! Mas quem disse que o filho de J. Inácio e querido sobrinho do legendário Padre Pedro gostaria de viver diferentemente?






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