No geral para reportagens ainda dependemos bastante da grande imprensa - DE OLHO NA MÍDIA

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No geral para reportagens ainda dependemos bastante da grande imprensa

26 setembro 2016

/ DE OLHO NA MÍDIA
Texto de Abrahão Crispim Filho

Fazer jornalismo é um treco caro pra burro. Eu diria que mais de 90% do que os veículos progressistas fazem é composto de análises e textos opinativos. Reportagem mesmo fazemos pouquíssimo, porque é caro.


No geral, para reportagens ainda dependemos bastante da grande imprensa. 


Uma das maiores tragédias da grande imprensa brasileira é que, exceto a Globo, os demais veículos vivem com o pires na mão, sem nenhum tipo de projeto editorial (mesmo que conservador) a não ser descolar uns caraminguas. Assim, quem pagar mais, leva.


Nossa grande imprensa hoje é refém de sua fraqueza financeira e incapacidade de gestão. A Folha se escorou no tucanato Paulista. A Abril na extrema direita. E assim tentam sobreviver, acumulando deficits anuais. Nossa burguesia não foi capaz de produzir no Brasil veículos como o New York Times, o Wall Street Journal, The Independent e The Guardian, por exemplo. Assim, quase sem alternativas à esquerda e com um bando de zumbis à direita, ficamos reféns do pior momento do jornalismo brasileiro.


Essa semana descobrirmos que a Folha de São Paulo acabou com seu caderno de esportes e fechou a sucursal no Rio de Janeiro. São duas medidas drásticas para um jornal que pretenda ser competitivo e imagino que só foram tomadas porque a coisa está feia mesmo.Com a crise da Folha, do Estadao, da Abril e da Bandeirantes, corremos o risco de, em pouco tempo, nossa grande imprensa contar apenas com o jornalismo da Globo.






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