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Exposição de Almira Reuter retrata a imigração italiana no Brasil

13 outubro 2016

/ Unknown
Da redação

[caption id="attachment_13797" align="alignleft" width="400"]almira-reuter-foto_renata-rocha © Fornecido por Renata Rocha[/caption]

A artista plástica mineira Almira Reuter expõe suas obras sobre a imigração italiana no Brasil na exposição “Mémorias do Brasil Almira Reuter”, no dia 18 de outubro, às 18h30, na prestigiada Galeria Tibaldi Arte Conteporanea em Roma, na Itália.


Abaixo, o crítico de arte César Romero expõe o seu ponto de vista através do texto Homenagem e Cultura, sobre a artista e a exposição.


Homenagem e Cultura Almira Reuter a cada exposição muda o assunto, apenas a aparência, permanece a natureza das coisas. A artista é uma contadora de histórias, tem essa vocação memorialista e indo expor na Itália, ela de origem alemã, decidiu homenagear o povo italiano no processo imigratório a partir de 1900, nesta sua exposição “Almira Reuter Memórias do Brasil”. Estudou cuidadosamente o tema, das embarcações que chegavam, das esperas no cais, das trilhas a andar, das viagens de trem, caminhão até as lavouras de café, uva, para a sobrevivência. Era a mão de obra livre, quando se anunciava o fim próximo da escravidão.




[caption id="attachment_13798" align="aligncenter" width="800"]familia-italiana-ast-150x090 Família Italiana[/caption]

Almira faz homenagem a personagens do cinema como Mazzaropi ator e cineasta, filho de imigrantes italianos, O Lambe-lambe uma forma de arte urbana antiga, que hoje ganha espaço nas decorações temáticas. Também a pintores como Chagall, Volpi e Portinari e ainda Pietro Maria Bardi e Lina bo Bardi, todos de ascendência italiana.


A cultura brasileira é plural, os imigrantes todos eles, contribuíram tanto com nosso desenvolvimento industrial como nossa cultura.


Nos estudos sobre cultura que significa no latin cultivar, tem-se de forma escrita, 167 definições diferentes. Sabe-se claramente que cultura não é um ideal da elite, mas todo um complexo que acumula informações, crenças, arte, lei, moral, costume, hábitos e aptidões que são assimiladas pelos indivíduos que formam a sociedade.


Depois da segunda guerra mundial abriram-se perspectivas para novos tempos em que a cultura se firma como um novo ideal, buscando eliminar as diferenças entre os povos, direcionando-se a uma realidade mais humanitária no mundo, no intercâmbio das mais diversas estéticas e encontros. Todas as áreas das artes formam referência e memória aprofundando essência individual e coletiva, buscando permanência e proteção guardando nosso patrimônio material e intangível. Nosso espirito nativo é história.


A cultura é o grande ideal de um povo. Sem ela não se concebe uma noção de pátria e pertencimento. No Brasil podemos pensar numa cultura endógena, de alma popular traduzida por nossas crenças, lendas, fábulas, mitos, religiosidade e pessoalidade.


Almira cuida das personagens com profunda ternura num expressionismo comovente, cada personagem tem tratamento especial seja na forma, seja na cor. A artista não tem pressa no seu fazer, vai lentamente compondo as cenas, com extremado cuidado. Madrugadas inteiras no diálogo com os pincéis e as tintas, criando estampas, desenvolvendo ideações.


Almira une culturas e cultura é criação e informação, é aparelhar e instrumentalizar o homem para uma vida melhor.


Serviço


Exposição “Memórias do Brasil Almira Reuter”


Data: 18 de outubro (terça-feira)


Horário: 18h30


Local: Tibaldi Arti Contemporanea


Endereço: Via Panfilo Castaldi, nº 18, 00153 – Roma, Italia







 
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