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Há Turismo na Guiné-Bissau

02 outubro 2016

/ DE OLHO NA MÍDIA
Por: Thiago de Menezes / thiagoturismo@deolhonamidia.com

[caption id="attachment_13735" align="alignright" width="300"]guine-4 © Fornecido por divulgação[/caption]

A Guiné-Bissau, oficialmente República da Guiné-Bissau, que foi a primeira colónia portuguesa no continente africano a ter a independência reconhecida por Portugal, é um país da África Ocidental que faz fronteira com o Senegal ao norte, Guiné ao sul e ao leste e com o Oceano Atlântico a oeste. O território guineense abrange 36.125 quilómetros quadrados de área, com uma população estimada de mais de 1,6 milhão de pessoas.


Historicamente a Guiné-Bissau fazia parte do Reino de Gabu, bem como parte do Império Mali. Partes deste reino persistiram até o século XVIII, enquanto algumas outras estavam sob domínio do Império Português desde o século XVI. No século XIX, a região foi colonizada e passou a ser referida Guiné Portuguesa. Após a independência, declarada em 1973 e reconhecida em 1974, o nome de sua capital, Bissau, foi adicionada ao nome do país para evitar confusão com a Guiné (a antiga Guiné Francesa).


Há sim muito turismo a ser explorado e divulgado no país. A Guiné-Bissau tem belas praias, antigas tradições culturais, patrimônio histórico da época da Guiné Portuguesa e opções excelentes de ecoturismo, principalmente no Arquipélago de Bijagós, que é composto por 88 ilhas e ilhéus, localizadas na costa do Oceano Atlântico da Guiné-Bissau, separado do continente pelos canais do Geba, Pedro Álvares, Bolama e Canhabaque.


As principais ilhas são Ganogo, Bubaque, Meneg, Orangozinho, Sogá, Orango, Uno, Uracane, Rubane, Eguba, Canhabaque, Formosa, Ponta, Maio, Caravela, Caraxe, Unhocomo, Unhocomozinho e Galinhas. No século 15, essas ilhas eram habitadas pelo povo bijagós. Os europeus começaram a habitá-las no século 18. Os ingleses estabeleceram-se na ilha de Bolama, em 1792, mas a abandonaram depois de cerca de 17 anos, por causa dos muitos ataques dos nativos. Em 1870, os portugueses tomaram posse das ilhas. Os bijagós ainda habitam algumas ilhas do arquipélago.




[caption id="attachment_13734" align="alignright" width="300"]guine-1 © Fornecido por divulgação[/caption]

Desde 1996, o Arquipélago está na lista da Unesco como reserva da biosfera. Possui grande diversidade de flora e fauna, incluindo espécies raras de hipopótamos e crocodilos, com a predominância da floresta do mangue, e fauna, pois é rodeado de águas calmas, povoado também por macacos, aves pernaltas, tartarugas marinhas, lontras, peixes, moluscos e mariscos e ainda espécies raras de hipopótamos e crocodilos, em um mar que ainda não sabe o que é a poluição.


O País também tem alguns parques nacionais, em áreas protegidas. Nas florestas e savanas arborizadas do país podem ainda encontrar-se variadas espécies de grandes mamíferos como o leão, a hiena, o búfalo, o porco do mato e muitas espécies de gazelas e antílopes, bem como grande variedade de primatas, entre os quais babuínos.


Já no século XVI André Álvares d'Almada dera destaque à grande bio-diversidade, que assinalava o país de variadas formas: «Muitas gazelas, elefantes, leões, onças e outros muitos animais»; «galinhas pintadas e outras aves. Nos rios andam garças reais, pelicanos, patos, marrecas e outras aves marinhas”. Curiosa era a descrição dos hipopótamos: «Há muitos cavalos marinhos, têm a feição do corpo como de boi e o corpo maior que de um cavalo, as mãos curtas e as unhas fendidas, a cabeça curta e os dentes grandes. Parem dentro dos rios debaixo de água, e onde está alguma parida correm risco as embarcações pequenas». Os portugueses descobriram lá, pela primeira vez, o hipopótamo, sob a forma de uma variedade muito especial e única, adaptada à água salgada! Pode ser avistado nas ilhas Bijagós.




[caption id="attachment_13736" align="alignright" width="300"]guine-3 © Fornecido por divulgação[/caption]

litoral da Guiné é caracterizado por uma plataforma continental ampla, sobre a qual assenta um arquipélago composto por quase uma centena de ilhas e por inúmeros sistemas estuarinos de uma fecundidade extrema: cobertos por extensos tarrafes, permitem que os recursos em peixes, crustáceos e moluscos se renovem de uma forma eficaz, num eco-sistema alimentando numerosas populações de tubarões, manatins-africanos, de golfinhos e roazes. Nas praias Bijagós desovam regularmente quatro espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas, como a tartaruga-verde.


Poucos sabem, mas a Guiné-Bissau possui um património cultural bastante rico e diversificado. As diferenças étnicas e linguísticas produziram grande variedade a nível da dança, da expressão artística, das profissões, da tradição musical, das manifestações culturais. A dança é, contudo, uma verdadeira expressão artística dos diversos grupos étnicos.




[caption id="attachment_13737" align="aligncenter" width="2048"]guine-2 © Fornecido por divulgação[/caption]

Os povos animistas caracterizam-se pelas belas e coloridas coreografias, fantásticas manifestações culturais que podem ser observadas correntemente por ocasião das colheitas, dos casamentos, dos funerais, das cerimónias de iniciação. O estilo musical mais importante é o gumbé. O Carnaval guineense, completamente original, com características próprias, tem evoluído bastante, constituindo uma das maiores manifestações culturais do País. Na literatura, ainda considerada incipiente, destacam-se os nomes de Abdulai Silla, autor do primeiro romance de Guiné-Bissau, e Marinho de Pina.


Como o turismo em Guiné-Bissau vem surgindo com importância recente, as autoridades guineenses puseram em curso, com a ajuda do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), projetos de desenvolvimento de infraestruturas e de atividades geradoras de rendimento para a população para assegurar a gestão desses espaços e planear novas reservas naturais. Interessante ressaltar que, para divulgar o turismo daquele país africano, ocorreu em fevereiro de 2016 o lançamento oficial do guia turístico "À descoberta da Guiné Bissau", uma publicação financiada pela União Europeia e realizada pela ONG portuguesa Afectos com Letras, e com o apoio do Ministério do Turismo e do Artesanato da Guiné-Bissau. Já o Ministério do Turismo e do Artesanato, sob direta dependência do gabinete do Primeiro-ministro, é o departamento governamental responsável pelo Turismo no país.


E a República da Guiné-Bissau, cujo lema é "Unidade, Luta, Progresso", foi muito bem representada no Brasil durante muitos anos através da profícua atuação do cônsul honorário Tcherno Ndjai, então o único representante diplomático no Brasil, que atuava perante o Consulado Honorário da Guiné-Bissau em Campinas, que foi a única representação oficial do país no Brasil por muitos anos. Sabemos que o Brasil reconheceu a independência da República da Guiné-Bissau em 1974, tendo sido o primeiro país fora do então bloco socialista a fazê-lo. A Embaixada do Brasil em Bissau foi aberta naquele mesmo ano. A Embaixada da Guiné-Bissau em Brasília foi inaugurada em 2011. A Guiné-Bissau é um parceiro importante do Brasil na África, havendo importantes projetos de cooperação técnica bilateral e no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Em 1978 assinou-se o Acordo de Cooperação Técnica entre Brasil e Guiné-Bissau. Atualmente ainda é verificada a atuação e o empreendedorismo do cônsul de Guiné Bissau, Sr. Luiz Douglas Ferreira, que coordena muitas ações culturais, sociais e de turismo em alguns estados brasileiros à essa nação que participa de organizações internacionais importantes como ONU (Organização das Nações Unidas), FMI (Fundo Monetário Internacional), Banco Mundial, OMC (Organização Mundial do Comércio) e UA (União Africana).


Já o rico e pouco conhecido turismo guineense tem que ser explorado, difundido, assim como as tradições culturais e históricas do país devem ser preservadas. Esse é o intento de pessoas ligadas ao turismo e as relações internacionais da Guiné Bissau não somente com o Brasil, mas também com os países de língua portuguesa e demais.






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