Caxambu irá celebrar o centenário de Odette Coppos - DE OLHO NA MÍDIA

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Caxambu irá celebrar o centenário de Odette Coppos

13 fevereiro 2017

/ DE OLHO NA MÍDIA
Por: Thiago de Menezes / thiagoturismo@deolhonamidia.com 

[caption id="attachment_14482" align="alignright" width="300"] © Fornecido por divulgação[/caption]

Em feriados ou finais de semana os turistas podem encontrar na bucólica Estância Hidromineral de Caxambu, que se situa ao Sul de Minas Gerais em um vale da Serra da Mantiqueira, a 904 metros de altitude, um clima saudável de montanha que faz daquela cidade um sinônimo de natureza e tranquilidade. Vale a pena uns dias por lá! Porém, o atrativo máximo de Caxambu é o Parque das águas "Dr. Lisandro Carneiro Guimarães", tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, com suas famosas fontes de águas mineirais meio a muita natureza. Mas, na cidade onde se destacam os hotéis Gloria, Palace Hotel, Lopes, Grande Hotel, Hotel Caxambu, União e Bragança, também iremos encontrar o Museu Histórico de Caxambu (foto anexada), que foi criado pela lei municipal nº 464, de 26 de setembro de 1970 e nasceu com a formação de um acervo doado por parte da escritora, artista plástica e museóloga Odette Coppos, que cuidou durante anos daquele patrimônio municipal.



2017 marca o centenário de Odette Coppos num momento decisivo para Caxambu, que se reúne em seu meio cultural para celebrar uma nova fase de seu importante museu. O presidente do Conselho Municipal de Administração e Manutenção do Museu de Caxambu Paulo Roberto Paranhos Silva, museólogo, escritor e acadêmico, terá o apoio de entidades como a “Academia Itapirense de Letras e Artes – AILA”, pertencente à “Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo – FALASP”, que deseja unir a “Academia Brasileira de Belas Artes – ABBA” (Órgão consultivo do Governo Federal), da qual Odette Coppos fazia parte e o Conselho Municipal de Políticas Culturais da cidade de Itapira assim como sua Secretaria de Cultura e Turismo e Câmara de Vereadores, pois a escritora era nascida em Itapira. Figura excêntrica e polêmica, ela ficou conhecida como a “maior artista que Itapira já teve”.



© Fornecido por divulgação

Odette Coppos, que nos anos de 1970 e 1980 foi colaboradora do jornal CIDADE DE ITAPIRA, foi pioneira em muitos sentidos sendo a primeira itapirense que apareceu nas telas do cinema nacional, assim como a primeira itapirense que gravou um disco. Méritos que a fizeram conhecida nacionalmente. Empreendeu exposições de artes plásticas e deixou mais de 50 livros editados e distribuídos em todo território nacional e alguns países estrangeiros; participante de muitas Antologias. Africanóloga patrocinou durante 26 anos as congadas de Itapira, tendo escrito muito sobre esse tema.

Como museóloga ela contribuiu muito para a formação dos Museus de Itapira, SP e Campanha, MG e Mogi Mirim, Mogi Guaçu, SP. Mas sua grande obra foi à criação do Museu de Caxambu, no sul de Minas Gerais. No ano de 1963, foi construída uma caixa d’água naquela estância hidromineral, deixando a antiga de exercer a sua função.


Na mesma época, o prefeito vigente, José Ferraz Caldas, ordenou que se fizesse do local, que até então abastecia a casa de todos os moradores, um museu. Para isso ele chamou a museóloga Odette, que embora nascida em Itapira, mas residente na ocasião entre o Rio de Janeiro e a Bahia, que a princípio fez eras doações ao museu de Caxambu, como por exemplo, pertences da Princesa Izabel e importantes documentos históricos, objetos de alfaiataria, antropologia, armaria e botânica, artes em cerâmica, entre eles dois pratos premiados pela SCAB pintados por ela mesma; peças em cristais; decorações; uma coleção de desenhos em artes gráficas e aquarela; esculturas como uma máscara mortuária de Carmem Miranda; peças de indumentária como um pente espanhol; pinturas e quinze fotos artísticas dela. Seu pai, o famoso arquiteto e construtor Victório Coppos, doou o Menino da Flauta. O escultor Matheus Fernandes fez outras importantes doações.


O imóvel funcionou como museu durante muito tempo até que no ano de 1991 esta função deixou de ser exercida. Nessa época muitas peças do acervo de altíssimo valor histórico se perderam e outras foram distribuídas, não sabendo hoje o paradeiro da maioria das peças. Outras peças ainda apodreceram por falta de cuidados necessários quando o museu foi abandonado. Foi encontrado no porão pela Sra. Margarida Dantas, um livro de inventário com a relação do acervo do museu, que durante tempos se encontrou sob sua guarda.

Em 27 de novembro de 1991, foi criada a Fundação Centro Cultural e Escola de Arte de Caxambu, que passou a funcionar na edificação em questão. A reforma do local foi feita em mutirão pela população. Em 1999, o escritor e jornalista Thiago de Menezes saiu do Rio de Janeiro e esteve várias vezes em Caxambu para conferir esse relatório e saber o paradeiro de todas as obras, assim como lançar o livro, em parceria com Odette Coppos: “Nhá Chica de Baependi”. O Museu foi reformado em 2011 e desde então voltou com suas atividades, mesmo sem seu acervo original. Agora em 2017, Thiago pretende reunir antigos amigos ainda vivos de Odette, assim como seus familiares, para dar um testemunho a ser arquivado no Museu Histórico de Caxambu, que poderá receber alguns itens que retratam a história da museóloga num justo preito de homenagem ao seu centenário de nascimento.


Atualmente, o Museu é administrado pelo museólogo Paulo Paranhos, Presidente do Conselho Municipal de Administração de Caxambu e membro da “Academia Caxambuense de Letras”. Na segunda foto, momento em que Odette Coppos inaugurava o Museu de Caxambu em 1970 e recebia, num anto de agradecimento, um troféu com uma pedra rara da cidade escrito: "Gratidão da população caxambuense".






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