Chipre: A ilha de Afrodite! Uma mistura caleidoscópica - DE OLHO NA MÍDIA

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Chipre: A ilha de Afrodite! Uma mistura caleidoscópica

19 junho 2017

/ DE OLHO NA MÍDIA
Por: Thiago de Menezes / thiagoturismo@deolhonamidia.com

Uma mistura caleidoscópica que vale a pena conhecer!


[caption id="attachment_15132" align="alignright" width="300"] © Fornecido por Carmen Ruete – Staff do Consulado Honorário do Chipre em São Paulo – Reproduçõo / Divulgação[/caption]

Ilha um tanto misteriosa, o Chipre, um país diverso, a meio caminho entre a Europa e a Ásia, é um destino interessante para se viajar. Impregnada com cultura grega, o Chipre tem um dos melhores destinos de viagem de todo o Mediterrânico. É fato que já lhe chamaram ilha de Afrodite, ilha do pecado, ilha da diversão, mas é profundamente injusto reduzir os encantos desta “meia ilha” no meio do Mediterrâneo (há uma parte que foi anexada pela Turquia) às longas noites de Agia Napa.

Devido à sua posição geográfica, o Chipre foi desde tempos remotos um importante ponto de passagem para as rotas marítimas do Mediterrâneo, e consequentemente um local de encontro das diferentes culturas que ladeiam este mar.

[caption id="attachment_15133" align="alignleft" width="300"] © Fornecido por Carmen Ruete – Staff do Consulado Honorário do Chipre em São Paulo – Reproduçõo / Divulgação[/caption]

O Chipre, um país ideal para férias, pode ser considerado um destino exótico para nós brasileiros, mas, para os europeus é um dos mais procurados destinos de verão. É o país onde você pode encontrar, na mesma ilha, riquezas da Pré-história, das civilizações: grega, fenícia, romana; tesouros da Idade Média (com destaque para a arte bizantina, peças e locais relacionados à dinastia Franca e Cruzadas), um pouco do Império Otomano, além de construções do período colonial britânico. Com a capital Nicósia e no idioma oficial, o grego, turco e inglês, o Chipre (em língua grega: Κύπρος, em turco: Kıbrıs) é uma ilha situada no Mediterrâneo oriental, ao sul da Turquia, país que é o território mais próximo, seguindo-se a Síria e o Líbano, a leste. Segundo a lei internacional, a ilha, no seu todo, é um país independente, mas de fato encontra-se dividida entre os dois terços a sul, Chipre propriamente dito, e a República Turca de Chipre do Norte, ocupando o terço norte da ilha, reconhecida apenas pela Turquia. Ambos os estados têm capital em Nicósia. O nome da ilha e do país deriva da palavra grega para cobre, kyprós. Por isso, em português, deveria dizer-se, mais corretamente, Cipro, em vez do galicismo Chipre.

[caption id="attachment_15134" align="aligncenter" width="899"] © Fornecido por Carmen Ruete – Staff do Consulado Honorário do Chipre em São Paulo – Reproduçõo / Divulgação[/caption]

A ilha de Chipre, bastante convidativa para uns dias de relaxamento, foi colonizada pelos ingleses. Sendo assim, existem alguns costumes, como o café da manhã, o idioma (que não é o oficial, mas todos falam), direção do lado direito, herdados da cultura inglesa. A ilha é muito organizada, possui uma infraestrutura de primeiro mundo, desde rodovias, aeroportos, comunicação, hotelaria e tudo mais. Vale muito estudar em Chipre, uma vez que é um destino de intercâmbio desconhecido para a maioria dos brasileiros. Mas são as especialidades gastronômicas locais que atraem os turistas, como os tradicionais mezze, uma série de petiscos servidos como prato principal, o queijo halloumi e a aguardente zivania. Pedir a ementa nas refeições é desnecessário em qualquer boa taverna cipriota. Isto porque o prato nacional é, antes, um conjunto de 20 entradas servidas em pratos pequeninos – os chamados meze – que se devem ir degustando lenta e modestamente. Esses meze são compostos por purés de legumes, saladas frescas, peixe e carne associados a molhos enriquecidos, finalizados com fruta da estação.

É importante para o turista ter em mente que apesar do Chipre ter aderido à União Europeia, a sua ilha está dividida em dois setores, desde 1974, após uma investida militar por parte da Turquia. A parte norte da ilha – a autoproclamada República Turca do Norte do Chipre – não foi reconhecida por Portugal e outros países, logo, não há proteção consular. Sabemos que o Brasil e Chipre mantêm relações diplomáticas desde 1966, quando houve um estabelecimento de relações diplomáticas. A Embaixada do Brasil em Tel Aviv (Israel) e a Embaixada de Chipre em Lisboa (Portugal) passaram a ser cumulativamente responsáveis pelo relacionamento bilateral. Para intensificar o diálogo político e de expandir as relações comerciais, o Brasil instalou Embaixada em Nicósia (2010) e logo depois da visita ao Brasil do Chanceler de Chipre, Markos Kyprianou, o Governo abriu a Embaixada em Brasília (2009); uma vez que o comércio entre Brasil e Chipre vinha apresentando taxas relativamente constantes de crescimento, particularmente entre 2004 e 2008. Entretanto a crise financeira mundial gerou diminuição geral das importações cipriotas. Em 2012, o intercâmbio comercial registrou US$ 108,9 milhões – composto quase integralmente por exportações brasileiras. O Brasil adota política de equilíbrio em relação ao ‘diferendo’ na ilha, sustentando que a questão deve ser tratada nos moldes estabelecidos pelas Nações Unidas – ou seja, em respeito à soberania, à integridade territorial e à independência de Chipre, bem como com a busca de solução pacífica satisfatória para ambas as comunidades. O Brasil apoia os esforços multilaterais para resolver a questão, inclusive a Força das Nações Unidas de Manutenção da Paz em Chipre (UNFICYP). E tem sido frequente o apoio mútuo em candidaturas a organismos internacionais.

[caption id="attachment_15136" align="alignright" width="300"] © Fornecido por Carmen Ruete – Staff do Consulado Honorário do Chipre em São Paulo – Reproduçõo / Divulgação[/caption]

Há o Consulado da República de Chipre em São Paulo, cujo Cônsul Honorário é o Dr. Cesar Augusto de Aguiar desde 1996 e que já ocupou a presidência da ACONBRAS - Associação dos Cônsules no Brasil. E certa ocasião, comemorativa do Dia do Cônsul, ele discursou, utilizando uma lenda indígena "na qual uma virgem é sacrificada e se transforma em fertilizante para as lavouras de seu povo", comparando São Paulo à virgem, dizendo que a cidade ajudava a fertilizar as relações entre os povos que convivem lá. Nessa mesma repartição, atua como Adido Cultural, a empresária Carmen Ruette, que já prestou significativos serviços ao Consulado do Haiti, também como Adido, e à ACONBRAS, onde exerce a dinâmica Diretoria Social da entidade fundada em 1984.

Afinal, São Paulo é uma cidade onde convivem harmonicamente mais de 70 culturas e onde o Corpo Consular é uma peça fundamental nessa convivência. E a atuação de Carmen reflete ao papel de que todos aqueles investidos de representação consular têm a importante função de garantir o respeito à comunidade que representam, de realizar acordos diplomáticos e de promover intercâmbios tecnológicos e culturais. Carmen esteve agora no mês de junho fazendo um roteiro cultural e turístico em Chipre, que tem no seu território 3 locais classificados como patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Funciona ainda, no Brasil, além de Embaixada, o Consulado-Geral Honorário do Chipre em Brasília (que contava com a atuação do Cônsul-Geral Honorário Sr. Ruy Pereira da Silva), o Consulado Honorário do Chipre no Rio de Janeiro, o Consulado Honorário do Chipre em Vitória e o Consulado Honorário do Chipre em Fortaleza, cujo Cônsul Honorário de Chipre no Ceará é o dinâmico e atencioso escritor Prof. Eduardo de Castro Bezerra Neto, Bacharel em Direito, em Ciências Econômicas e Master of Science, pela Universidade do Arizona, EUA. O país ainda mantém o Consulado Honorário do Brasil em Nicósia.

Então, vamos conhecer um pouco mais sobre o Chipre, lendária terra natal da deusa Afrodite e maravilhosa ilha que vive, sobretudo do turismo e da agricultura nomeadamente da produção de citrinos, e do setor industrial vocacionado para as exportações. Chipre mágico que tem uma paisagem variada de costas escarpadas, praias de extensos areais, colinas rochosas e montanhas arborizadas.




 
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