Museu Nacional em cinzas: perda é incalculável - DE OLHO NA MÍDIA

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Museu Nacional em cinzas: perda é incalculável

03 setembro 2018

/ DE OLHO NA MÍDIA
Meio

Pegou fogo ontem à noite, e lambeu todo, o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Ligado à UFRJ, fundado em 1818 por dom João VI, era a instituição científica mais antiga do país. Nenhum ministro foi à festa de 200 anos, em junho, e o último presidente a botar os pés na instituição foi Juscelino Kubitschek. 
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Com sua verba anual mínima de R$ 520 mil reduzida a R$ 300 mil, o Museu precisava de um aporte de R$ 300 milhões investidos em ao longo de uma década para sua total restauração. O prédio incendiado foi o Palácio Imperial brasileiro, onde se criaram dom Pedro II e seus filhos, incluindo a princesa Isabel. Lá foi assinada a Independência do Brasil, em 1822, e lá se realizou a primeira Assembleia Constituinte da República, entre 1890 e 91. 

O incêndio provavelmente levou embora peças importantes que estavam em exposição. O mais antigo fóssil humano das Américas, Luzia, com aproximadamente 11.500 anos. O esqueleto também fossilizado de um Maxakalisaurus topai, o primeiro dinossauro de grande porte montado no Brasil. A primeira — e melhor — coleção de múmias egípcias da América Latina. Trajes centenários de índios brasileiros. Além de incontáveis peças de geologia, paleontologia, botânica, zoologia, arqueologia e etnologia.

Com o incêndio já controlado após seis horas de combate, os bombeiros puderam ao menos observar o hall de entrada.
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