O Briefing da edição que saiu ontem no Reino Unido da revista The Economist é inteiramente dedicado à Amazônia - DE OLHO NA MÍDIA

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O Briefing da edição que saiu ontem no Reino Unido da revista The Economist é inteiramente dedicado à Amazônia

02 agosto 2019

/ DE OLHO NA MÍDIA
Da redação

Não são todas as edições da revista que têm um Briefing, mas esta é uma de suas marcas editoriais mais conhecidas: quase uma revista dentro da revista, longa reportagem carregada de dados. 

Foto da web

Desde os anos 1970, uma Turquia foi desmatada na região, e a temperatura média local aumentou 0,6°C. O ritmo da perda de área verde, porém, esteve em queda entre 2004 e 2012. O ritmo tornou a crescer desde o governo Dilma — um pouco por conta de novas regras, mas também porque a recessão forçou que se diminuíssem as verbas do Ministério do Meio Ambiente. Este ano, porém, já acelerou mais. Desde janeiro, 4.300 km2 já foram desmatados e, possivelmente, um recorde será batido em 2019. 

O maior risco é na reciclagem de água. É a manta verde que joga para os céus uma quantidade imensa de vapor que alimenta as chuvas de boa parte do centro-oeste brasileiro, mas também em quase toda a Bolívia, o Peru, além de partes de Equador, Colômbia e Venezuela. O desmatamento funciona como se o Brasil represasse um rio que alimenta estes vizinhos. Mesmo uma diminuição pequena do número de árvores pode provocar períodos longos de seca inclusive na região do agribusiness brasileiro. E há o risco real de colapso da floresta, caso a perda de árvores chegue ao ponto de não conseguir manter mais a irrigação da própria mata. Segundo especialistas da revista, o risco está mais próximo do que muitos imaginam. 
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