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Regina Duarte: Cultura pode voltar a ser ministério

20 janeiro 2020

/ DE OLHO NA MÍDIA
Por MEIO

Caso a atriz Regina Duarte aceite o convite para substituir o secretário de Cultura derrubado Roberto Alvim, a pasta pode voltar a ser ministério. A mudança está sendo avaliada pelo presidente Jair Bolsonaro e já foi posta na mesa em sua oferta para a atriz. Regina aguarda uma conversa pessoal para tomar sua decisão. Ela fez campanha para Bolsonaro, durante as eleições, e teve ao longo dos anos uma atuação política marcadamente antipetista. Sua indicação divide a classe artística. A atriz Mariana Lima é crítica. “Não entendo uma pessoa como a Regina, o Carlos Vereza, se alinharem com esse governo”, ela diz. “Não entendo você estar do lado daqueles que estão fazendo de tudo para acabar com a arte, a imprensa, o pensamento, as conquistas democráticas.” 

A cantora Zélia Duncan se alinha. “Respeito a trajetória de Regina Duarte como atriz, mas considero uma temeridade que ela assuma um cargo de tamanha importância estando encantada com um governo de extrema-direita.” Mas há apoios importantes. O produtor Luiz Carlos Barreto defende. “Ela tem tudo para ser uma boa ministra. Tem ligação estreita com os meios artísticos. Se teve posições políticas erradas, isso não a desmerece”, comentou. A empresária Paula Lavigne vai por caminho semelhante. “Precisamos de gente de respeito. E não é porque Regina virou uma pessoa que apoia a extrema-direita que ela deixou de ser quem é. Lutamos contra o fascismo e isso eu não posso acreditar que Regina apoie.” 

O escritor Paulo Coelho é pessimista. “Regina Duarte ou outro não faz diferença, quem manda no governo é o Líder e seus filhos. Moro, Guedes, Mourão, todos já sabem disso. Antes tentaram ter voz própria e agora não piam mais.” Publicou no Twitter, depois apagou. 
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