Livro discute hábitos da história da alimentação no Brasil - DE OLHO NA MÍDIA

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Livro discute hábitos da história da alimentação no Brasil

11 agosto 2020

/ DE OLHO NA MÍDIA
Por: Marcos Jorge / foto divulgação


Dois pesquisadores da Unesp colaboram na recém-lançada coletânea História & Alimentação: Brasil séculos XVI – XXI. O livro de 780 páginas teve a colaboração de 33 autores de todo o Brasil. Pesquisadores da Unesp no câmpus de Franca, Ana Carolina de Carvalho Viotti e Gabriel Ferreira Gurian são responsáveis por dois dos 29 capítulos que compõem a obra.

Segundo as autoras Leila Mezan Algranti e Sidiana Ferreira de Macêdo, o livro tem como objetivo direcionar o olhar para os hábitos alimentares do passado na expectativa de entender por que, embora se cozinhe cada vez menos nos lares contemporâneos, o comer continua sendo não só fundamental para sobrevivência dos indivíduos, mas especialmente para a sociedade, para transmissão de afetos, para o bem-estar e para saúde.

A professora Ana Carolina Viotti assina o capítulo “Da mesa à mezinha, a alimentação como remédio (século XVIII)”, em que destaca notícias do sucesso obtido em tratamentos que fizeram uso das mais diferentes receitas e ingredientes, como  caldos de aves, gemas de ovos, mocotós, ervas doces, almeirões, cidras, cravos, canelas, ameixas, sucos de laranja, limão ou de cana, entre tantos outros.

Segundo a autora, tais registros podem ser encontradas em documentos das mais plurais naturezas, desde os relatórios de viajantes e de cronistas aos manuais escritos ou organizados por médicos e cirurgiões. “Neste estudo, serão apresentados alguns dos usos de gêneros partilhados tanto à mesa quanto em formulações médicas, simples ou compostas, especialmente os consumidos com o intuito de prevenir algum achaque, como remédio singular ou como complemento no restabelecimento dos ânimos, bem como itens considerados maléficos à saúde dos homens e mulheres, livres ou escravizados, da colônia”, afirma.

Já o doutorando Gabriel Gurian pega uma carona na importância dedicada à mandioca, o “pão da terra”, na alimentação do povo brasileiro para destacar outro produto genuinamente brasileiro e proeminente na documentação do período colonial, o caju. “Tomando emprestadas as palavras de um jesuíta que apontava o fruto como ‘mimo e regalo’ dos povos nativos da América portuguesa, o capítulo foi escrito com a intenção de destacar, ainda que em linhas gerais, as impressões a respeito e as formas de consumo do pomo, que serviu a diversas necessidades alimentares e caprichos do paladar da maior parte dos grupos sociais que aqui se encontraram entre os séculos XVI e XVII, de modo que a importância do caju no repertório alimentar da colônia fosse evidenciada”, afirma o aluno do Programa de Pós-Graduação em História.

O livro História & Alimentação: Brasil séculos XVI – XXI é publicado pela editora Paka-Tatu: https://www.editorapakatatu.com.br/.

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