Mário Filho, que dá nome ao Maracanã, irmão de Nelson Rodrigues, tem entre seus vários livros, um chamado O NEGRO NO FUTEBOL. Desde a copa de 1950 europeus perceberam que o futebol sul americano era superior ao praticado por eles.
A falta de organização, a politicagem, evitava o que Lothar Mathaus fala - "se futebol tivesse lógica o Brasil seria sempre o campeão". Com as vitórias de 1958, 1962 e 1970, a exceção da Itália e da Alemanha e esporadicamente seleções como a húngara de 1954, os europeus perceberam que era fundamental descobrir meios de anular o talento de brasileiros, argentinos e uruguaios.
[caption id="attachment_3419" align="alignleft" width="300"] Reprodução Google[/caption]
Os uruguaios entraram em decadência depois de 50 e só agora começam a se recuperar. Argentinos e brasileiros não. A Europa passou então a buscar métodos de anular esse nosso talento.
Os vários países desenvolveram técnicas apuradas de preparo físico, introduziram o psicólogo no futebol, aprimoraram a disciplina tática em função de jogadores como Garrincha, Pelé, Zizinho, Didi, Gerson, Rivelino e outros e até craques de grande expressão surgiram, como Raimond Kopa, Platinni, Cruyf e outros.
Mas o grande fator a tornar o futebol europeu competitivo foi o negro. A facilidade dada a negros de antigas colônias para se naturalizarem.
O negro hoje é vital em seleções europeias, onde há anos só víamos brancos. Aconteceu no Brasil também e é célebre o episódio envolvendo Didi e o Fluminense. Entrar pela porta dos fundos.
O fracasso de seleções europeias se deve em parte ao racismo ainda existente naquela parte do mundo. Não se deram conta da importância do negro, seja no futebol, visível a olho nu, seja em qualquer atividade. O diagnóstico de Mário Filho feito para o Brasil em seu magnifico trabalho, vale muito para a Europa. Tirem os negros do futebol e o esporte voltará a sua pré-história.
Texto por: Abrahão Crispim Filho






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